Para não dizer que eu não disse – Por Betina Pilch

Não direi que a falta de palavras doces me amarguram, tampouco que o silêncio me incomoda. Não direi que o vazio me angustia, não direi que estou perdida, nem mesmo que me encontrei. Não quero dizer nada, se não o que não direi.

Não direi que a vida é dura, nem que é fácil. Não direi que sentir demais me sufoca, tampouco que me afogo nos meus transbordamentos de mim. Não direi que não sentir tem sido ruim. Também não direi se entendo o começo, o meio ou o fim.

Não direi que não aguento mais os meus clichês, também não direi que os suporto. Não direi que estou indiferente a tudo, tampouco que me importo. Não quero dizer, dizer não quero, mas é preciso ficar dizendo com ou sem esmero.

Então, direi tudo sobre nada, mas não direi nada sobre tudo. Iluminarei minhas trevas, mas não acenderei uma luz no meio do escuro. Preciso dizer o que não direi, porque até mesmo calada vivo dizendo. E os dizeres que nada dizem acabam dizendo tudo.

Digo, digo, digo e, às vezes, esse amontoado de dizeres nada significam. Então pode ser que algo sem significado acabe significando muito, pelo menos uma vez. Talvez, quem sabe, um dia eu não saiba mais nada. Não que eu saiba algo agora, mas vivo achando que sei. Então, não direi sobre aquilo que tenho certeza. Prefiro apenas dizer sobre o que não quero dizer.

E quero seguir assim, vivendo sem dizer nada, com a brutalidade das coisas não ditas sem ser trancada, apenas trilhando essa estrada com as palavras lapidadas bem guardadas, aqui, dentro de mim.

Betina Pilch

A vida é uma passagem de ida para onde você quiser ir – Por Betina Pilch

Vai, menina. Chegou a hora de crescer. Este é o momento. Não há mais tempo. Cresça. Torne-se imensa.

Olhe para céu e perceba que pode chegar lá. É verdade, fadas não existem. Mas, acredite: você consegue voar.

Seque estas lágrimas imediatamente, borre cadernos consertando seus versos e sua história, mas não borre seu sorriso para não manchar sua glória.

Corra, menina! Vá atrás dos seus sonhos, gente grande também pode sonhar. A diferença é o que você vai escolher fazer para realizar.

Chega de sofrer por coisas bobas, não seja uma menina tola. Aprenda a olhar a vida de cima, encare os problemas e sorria.

Vai, menina, depende apenas de você. Não se permita murchar, busque sempre florescer. Porque um deserto sem flores é mesmo um deserto. Mas, um deserto florido pode ser chamado de jardim.

Sim, seja sua própria morada e o seu próprio quintal. Seja sua própria paz e o seu próprio vendaval. Perca-se dentro de si mesma, brincando de pique-pega consigo. Seja sua própria morada e seu próprio esconderijo. Assim ninguém vai saber se você está em casa ou se fugiu.

Psiu! Não desvie a atenção, me escute! Não desista daquilo em que acredita. Siga em frente e lute.

Apenas não se esqueça: mesmo sendo mulher, continue sendo menina, porque você prometeu quando pequena que não seria adulta um dia.

Entendo que já se considere velha devido às lições que a vida te deu, mas eu sei que seu coração ainda não envelheceu.

Não rime mais o amor com dor, pinte-o com alguma cor.

Torne a vida prazerosa, para que ela seja gostosa de ser vivida. Entenda que crescer significa aprender a lidar com as feridas.

A fase de tirar a casquinha do machucado já passou. Agora, deixe de uma vez cicatrizar toda a dor.

Olhe para frente, arrisque-se, não tenha medo das novas quedas, pois elas com o tempo trarão firmeza às suas pernas. Assim como é preciso conhecer as trevas para reconhecer uma luz, também é preciso conhecer a queda para, ao se levantar, enfim começar a caminhar.

Agora caminhe. Anime-se. Determine metas. Só não grite. Silencie. Aprenda a ouvir mais do que falar. É necessário escutar para não falhar.

Erre, erre o quanto for preciso, mas aprenda a consertar. Permanecer no erro não te levará a nenhum lugar.

E você não chegou aqui para perder a viagem. Então, após todas as instruções… Segure firme, menina. Respire fundo… Vai começar a decolagem!

Betina Pilch

A vida é uma peça de teatro que ela nunca ensaiou – Por Betina Pilch

Tudo que ela queria era ser misteriosa. Acreditava que seria mais fácil lidar com a vida se ninguém soubesse o que se passava dentro dela. Talvez fosse mais suportável lidar com a sua companhia se ela não ficasse alagando a vida dos outros com aquilo que transbordava do seu interior.

Era difícil não saber esconder os sentimentos e pensamentos que formavam aquela menina, às vezes tão velha, outras vezes tão criança. Talvez ela fosse um livro infantil com páginas amareladas. Ou um livro novo com enredo antigo. Não sabia como se classificar. Ela era diferente, aberta, mas de difícil leitura. E, a cada nova abertura que ela fazia em si mesma, era um novo arrependimento e uma nova murmuração. Acreditava que era sempre melhor ter ficado quieta, mas o silêncio fugia o tempo todo, deixando abertas as portas da emoção.

Com certeza, ela preferia ser um livro em branco àquele cheio de rabiscos confusos, que ninguém conseguia entender. Aqueles rabiscos gritavam, mesmo sem emitir som… e seu barulho a irritava tanto! Mas, não tinha jeito: a sina daquela menina era viver com a vida assim mesmo, entalada na garganta. E, por isso, ela falava tanto… para ter acesso à própria existência.

De fato, ela não era misteriosa… tinha tendência à transparência, bastava olhar para os seus olhos que todos enxergariam seu interior. E era fácil fazer parte da sua vida também, porque ela tinha amor para dar, doar e doer, mesmo que nunca o recebesse de volta. Ela tinha palavras de conforto para todos, ainda que não tivesse alguém para lhe confortar quando ela mesma precisava.

É… Ela realmente gostava de falar. Gostava de fazer os outros perceberem que eles não estavam sozinhos, porque ela se manteria ali para ajudar. Gostava de tentar entender as pessoas e mostrar para elas que as compreendia. Sempre dizia aos que amava o quanto eles eram importantes em sua vida. Sim, ela precisava expressar o que sentia. Era essencial cada demonstração.

Acreditava que a vida era para ser vivida assim: intensamente! Sem jogos, camuflagens, máscaras… feita de extremos. Era intensa até mesmo nas vírgulas, que tentavam pausar seus sentimentos… e, em cada ponto final, ela conseguia enxergar as reticências. Sentimentos não tinham fim. Uma vez sentimento, sempre sentido, mesmo que às vezes sem sentido algum.

Mas, nessa de pensar tanto nos outros e cuidar tanto de todo mundo, ela se esquecia de pensar em si mesma, de cuidar da sua própria história. Cometia negligências consigo, sempre se colocava em segundo plano e não conhecia o egoísmo.

Ao correr atrás da felicidade alheia, deixava de ir atrás de sua própria vida. Nunca protagonizou seus sonhos. Concretizava suas fantasias através do próximo, simplesmente por não saber lidar consigo e, ao parar para ler sua história, percebeu que tinha escrito mais sobre os outros do que sobre si mesma.

Deixava que os demais subissem no palco da sua vida e se tornassem protagonistas, porque ela jamais saberia lidar com os aplausos, muito menos com os vaias da sua peça. Então, tornou-se mera coadjuvante da história que escreveu.

Eternizou sentimentos que nunca serão correspondidos, cuidou de quem nunca cuidará dela, arrancou sorrisos de quem nunca a fará sorrir de volta, chorou por quem nunca notou suas lágrimas. Sofreu por quem nunca conheceu o sofrimento, lutou por quem nunca quis ser conquistado, correu por quem preferiu ficar sempre parado e viveu por quem não sabia o que era viver. Tudo isso porque ela não sabia ser metade. Não sabia ser fração. Não saía dando pedacinhos dos seus sentimentos às pessoas, porque isso a lesionava. E ela compreendia que, após tantos retalhos, não haveria bordados capazes de esconder os remendos feitos nela.

Por isso se dava por inteiro, a ponto de não sobrar nem um pouquinho dela para si mesma. Queria abraçar o mundo e, em meio a esse desejo, esquecia que seus braços eram curtos demais. Mas ela só sabia ser assim e, não importava o que fizesse para tentar mudar, não conseguia. Porque seu jeito de cuidar de si mesma era cuidando daqueles que estavam próximos.

Então, não… ela não era misteriosa, não tinha o melhor papel para atuar na sua própria vida, não era mocinha nem vilã. Era mais espectadora do que atriz, era destrambelhada e complicada, vivia dando com a cara na porta e pulando janelas, mas só fazia pelos outros aquilo que esperava que um dia fizessem por ela.

Betina Pilch

Sei lá (ou aqui, enfim) – Por Betina Pilch

Não. Não. Não.

Não estou bem. Céus! Definitivamente não estou. Eu tampouco sou para poder estar. A aparência por aqui não rima com transparência.

Sorrir, às vezes, é só ir, com espaço e sem os dois erres do meio, mesmo… e eu tenho só ido para não sei onde.

Há sorrisos por aqui, sim. Mas não me pertencem. Eles existem apenas para serem dados a outras pessoas, que precisam de uma emissão de luz em dias tristes. E sorrir para o outro não significa estar sorrindo.

Não. Não mesmo.

Meu sorriso é minha luz de emergência, que rapidamente se acende quando percebe que se faz necessário iluminar, mas a luminosidade interna está apagada. E aqui dentro está tudo tão escuro ultimamente…

A vida tem que entender que já não há mais inquilino dentro desse cadáver ambulante que chamo por meu nome, não há alguém para prestar contas de algo. Meu eu foi embora e, por isso, a luz dentro de mim foi cortada.

Não, minha alma não sorri faz tempo. Há tempos não sorrio para mim, porque já não há mais eu nessa pessoa que já não é mais minha também.

Eu queria tanto voltar para casa, já não moro mais em mim e maldita hora em que a vida despejou meu eu daqui ou de lá… não sei, já não lembro onde estou.

É… Descobri que há uma linha tênue entre doar e doer, que vez ou outra se rompe e, quando rompida, gera um abismo perigoso. Muita coisa já morreu por cair ali.

E eu? Me doei, me ‘doí’ e, por fim, me perdi. Quiçá morri e não percebi. Ou percebi e não senti. Ou senti, mas não vi. Ou vi e esqueci.

Pode ser. Tanto faz. Não me interessa olhar para trás.

Só queria um resgate imediato da pessoa que eu sou. Não me apetece ser, no futuro, um fruto do que há aqui hoje.

Por isso eu só queria voltar a ser, porque esse verbo já não cabe mais no contexto em que vivo. Se é que vivo.

Já não sou, porque deixei estar. Ou simplesmente estou, porque – talvez – assim seja.

Betina Pilch

Finais não são felizes – Por Betina Pilch

Noites em claro, pássavamos acordados. Sempre que estávamos juntos, líamos a vida e escrevíamos novos capítulos nela.

Você, menino – ingênuo de tudo –, apenas pensava em mudar o mundo. Eu, menina – inocente –, apenas sonhava em ser amada para sempre. E os nossos sonhos se entrelaçaram até formar nós.

De repente, o mundo mudou, porque a nossa história o vento narrou… se transformou em um romance escrito por personagens do amor.

Era uma vez – dois jovens em busca de um grande talvez. Ela com sua mente focada em príncipes de contos adolescentes. Ele, muito inteligente, pensava no mundo e nas guerras eminentes. Ainda que opostos, completamente diferentes, começaram a trilhar a mesma vida, um plural singular. Seguiam em busca da felicidade permanente, mas o ‘para sempre’ foi embora em meio àquele sol nascente.

Então, ela olhou pela janela e, através do vidro, viu memórias daquele amor. Suspirou, porque a vida acizentou quando ele levou pro céu toda aquela cor. Na imensidão, agora, ela procura por ele na constelação, em busca de acender seu coração.

E todo dia é noite… cada amanhecer lá fora é um novo anoitecer dentro dela. Não há luz, não há vida, diante da eterna despedida que inibe os sonhos e os planos cancela. Então, quando as estrelas caem, ela desaba junto. Olha para cima e se vê sozinha no mundo. Coloca-se sob o céu estrelado e repete palavras que ecoam no vento gelado.

Ele, lá de cima, ouve atento a cada sussurro e apenas deseja cuidar da sua menina. Ela, mesmo cansada, esgotada e amargurada, continua chorando palavras que escorrem com as suas lágrimas.

Então, ele, através do vento, sopra memórias que narram um pedaço da história. A tristeza é afinada, possui até escala. Cada brisa traz uma nota que faz as duas almas dançarem enquanto o vento toca.

Elas seguem a melodia mórbida que remete à vida. As fantasias são anestesias para amenizar as feridas deixadas sobre aquela menina.

Durante a dança que ela inventou para não esquecê-lo, sente-se amada e, nos braços daquele fantasma, encontra morada. Então, todas as noites, no ouvido dele, ela sussura palavras de saudade, que sepultam a felcidade que um dia viveu: “Agora não passo as noites ao seu lado, mas fico recordando meu doce passado que, mesmo morto, aqui dentro de mim não morreu”.

Betina Pilch

Like a Bird – Por Betina Pilch

Ei, olhe para cá. Me enxergue em meio a minha invisibilidade. Me ouça em meio ao meu silêncio. Me tire daqui. Me livre de mim.

Dê a esta alma – agrilhoada aos chumbos do sofrimento – asas para voar rumo ao céu. Não deixe que estes ferros pesados rasguem meus sonhos de papel.

Toque este coração com sua linda melodia e o eleve até as estrelas, para que ele conheça novamente a luz. Me ajude. Me guie. Não me deixe aqui sozinha, abraçada a minha cruz.

Leve daqui estas esperanças remendadas e traga novos bordados para vestir esta menina que a vida retalhou. Rasgue este véu de medo que me anuvia e me cubra com seus ternos cuidados de amor.

Não diga nada, apenas sopre a vida para dentro de mim. Não vá embora… Acene que sim.

Dê notas a estes vazios que me matam, componha uma sinfonia capaz de reerguer meus sentimentos cansados e estilhaçados no chão.

Me dê sua mão, segure-me firme e olhe sinceramente para os meus olhos macambúzios, à espera de dias menos doloridos… compreenda minha dor. Então, cure estas cicatrizes que insistem em se abrir e me mostre algum motivo para sorrir.

Quando a noite parecer infinita e os pesadelos me acordarem, prometa que estará aqui.

Abrace-me e me proteja desta escuridão que expulsou o sol que brilhava sobre mim. Seque as lágrimas que agora escorrem desesperadas para fora deste eu que as assusta e, por favor, não se amedronte caso elas gritem agudas, feito notas si.

Abafe os brados histéricos de socorro que chegam até você com um beijo e não desista desta garota, que ligeiramente se afasta quando se assume frágil para alguém que pode sustentá-la e fortalecê-la.

Ensine-me a olhar para o céu quando o sol morrer, para que eu possa ver a lua levantar voo, velar a imensidão celeste e reger sua orquestra, composta de estrelas apresentando um concerto fúnebre, em homenagem à luz incandescente que se apagou.

Mostre-me que a morte não é o fim… Me convença de que as coisas não terminam assim. Não deixe que eu perceba que tudo acabou quando o silêncio abraçar meu corpo feito cetim.

Não deixe que eu me apague sem nenhuma poesia. Permita que meu ponto final seja marcado por sua composição melódica mais bonita.

E, quando a noite cair… Apenas prometa que tocará cada escala com dor na alma ao lembrar-se de mim.

Betina Pilch

História quase estória – Por Betina Pilch

Algumas histórias começam com palavras, já a nossa se iniciou com o som de um silêncio compreensivo e seguiu sendo construída por alguns parágrafos.

Parágrafos, às vezes, começam com um travessão. E após o travessão vem uma palavra e outra, mas, no nosso caso, de tão breves, elas logo foram freadas por vírgulas (e beijos também). Nosso beijo soou como uma vírgula, pausando os pensamentos que nunca nos abandonam. E, durante aqueles instantes, pausamos a mente para deixar o corpo falar.

Sim, vírgulas, muitas vezes, são pausas. Pausas muitas vezes são obstáculos. E alguns obstáculos, às vezes, recusam-se a serem superados e viram ponto final.

Eu disse, entre um beijo e outro, que as coisas não deveriam acabar, que eu não gostava de finais. E você disse, que se fosse assim, tudo seria infinito e aí não teria graça. E a graça, nesse caso, foi que a noite transmutou-se em dia e a nossa história quase estória ficou perdida naquela madrugada que se foi junto à noite.

Mas, sabe, o ponto final, de vez em quando, não quer se limitar a um mero fim, e se multiplica até se tornar três. E, através desse trio, a história toda se torna infinita, sim. O problema é que a história toda, algumas vezes, é quase nada. E só não acaba porque o maldito ponto final, com mania de grandeza, nutre a esperança de que o quase nada se transforme em quase tudo, e se derrame por seus três pontos fajutos, dando a eles algum significado.

Entretanto, o que veio antes das reticências não pode mudar, a não ser que as palavras antigas se apaguem, dando origem a uma nova história. Porém, borrachas não apagam o que foi escrito à caneta – e o passado é definitivo. A mudança só ocorre se a história for rasurada em nossos próprios devaneios e, ainda assim, os vestígios da cena original permanecem ali, assombrando as linhas da vida.

Então, a nova história iria acabar da mesma forma que a outra, porque o escritor se recusa a mudar o roteiro e continua sendo estrangeiro em si mesmo, em busca de um dia conhecer um pouquinho mais de si, para não ter que se repetir sempre que se deparar com um fim.

Dentro da sua mente, só permanece o que ele sente: a saudade do diálogo que mal começou e logo acabou. E a certeza de que nenhuma realidade coincide com aquilo que antecipadamente ele esboçou. Porque o futuro é sempre escrito a lápis, como um rascunho a ser editado. E o tempo sempre vem com a caneta para passar tudo a limpo, opondo-se ao que foi imaginado.

Nossos abraços e beijos, de fato, nunca haviam sido citados como possibilidade nos rascunhos que escrevemos pensando no amanhã, mas, do ponto de vista do destino, a história ficaria mais bonita assim: com a gratuidade de uma dúvida confrangida sendo ilustrada entre uma página e outra.

Debalde, tentei fugir das palavras que compunham esse nosso momento cheio de contrapartida, mas, sorumbática, cá estou eu, tentando dar imortalidade aos instantes através da escrita narrativa da vida. Poetizando detalhes que só os olhos da minha mente conseguem enxergar, quando se permitem abandonar nos declives da intensidade – e, sem querer, esbarram e caem sobre a fatuidade de um sentir estúrdio.

E, enquanto isso, os três pontinhos permanecem lá, olhando para trás e imaginando um cenário a ser construído em sua frente. Mas, enquanto as palavras não se formam… vem cá, moço. Me dá mais três beijos para adornar o nosso presente reticente.

Betina Pilch